segunda-feira, 23 de novembro de 2009

das certezas incertas

engraçadas as coisas que escrevemos quando nos deixamos levar por um sentimento forte que parece não ter mais fim. Parece que tudo faz sentido e que as coisas conspiram pra algo acontecer.

Os apaixonados escrevem "não foi por acaso que tropecei naquela banana e você me ajudou a me levantar, era pra ser pra vida inteira" ou ainda escrevem "nós nascemos um pro outro, a vida de verdade é com você".

E eu falo isso pois eu fui uma dessas pessoas que de repente tinham toda a segurança do mundo de que faziam a coisa certa, e se entregavam de corpo e alma para mais uma coisa que um dia vai doer pois a única certeza que temos na vida é que tudo é incerto.

Um dia eu ostentei uma frase como se ela fizesse todo o sentido do mundo "fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho". Hoje eu luto pra provar pra mim mesmo que o Tom Jobim estava errado, apesar de eu gostar tanto do amor e das coisas que ele traz.

Acho que precisamos levar uns tropeções desses pra aprender. Acho que ja estou mais madura quanto a isso. Ou não.



Música do momento:
"Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara"


p.s.: esse blog virou um centro de desabafos... acontece! vai mudar um dia. talvez quando eu mudar e não tenha nada mais pra desabafar ou quando eu começar a falar pras pessoas o que me aflige ao invés de ficar escrevendo no computador.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O prender-se da liberdade

Em um dia que eu corria pra pegar o ônibus (talvez o transporte público seja meu maior momento de reflexão) eu pensei em quão atrelada em minha vidinha estou. E nessa de acordar, trabalhar, estudar, pagar as contas, lavar a roupa, comprar comida, lavar a louça, cozinhar.... todas essas coisas, cada uma com sua intensidade, tem tomado meu tempo e minha mente, assim como todo meu tempo livre eu uso para descansar e tentar estudar. Nem sempre consigo.

A vida não é mais que isso? Ou será que vencer a vida é conseguir pagar as contas e ter um certo bem estar? Ou é ter status na sua carreira profissional por conquistar algo que você passou meses, ou anos ou semanas correndo atrás sem nem respirar? Ou casar e ter filhos correndo pela casa até que eles cresçam, e sejam sustentados até chegarem a vida adulta e ser a vez deles de iniciar esse ciclo que nos consome e nos puxa para um buraco negro? Será que é isso que temos que fazer aqui? isso é vencer no mundo?

Muitos pontos de interrogação passaram por mim hoje. E eu lembrei de quantos ideais eu tinha durante a adolescência e o quanto tudo isso foi sendo colocado em uma gaveta no meu cérebro para dar espaço a preocupações de como pagar o aluguel e como sobreviver a mais um mês nessa vida.

E de repente tive vontade de romper com tudo isso, toda essa parafernália que me consome e me cansa cada dia mais. E quiçá viver por algo que eu realmente me interesse e que eu queira ser alimentada por isso.

E viver por isso.

E crescer por isso.






segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Samba no pé...

Certa vez ouvi em um filme uma frase parecida com "lentilha é como jazz, a gente não gosta mas tem que comer de vez em quando pra ver se não resolve gostar"

Sempre achei bonita a frase, e apesar de eu gostar de jazz, sempre me passou meio atravessado o samba, aquele pandeiro, o bumbo, o cavaquinho, nunca fui muitoo fã. Mas sempre gostei do mpb brega. Aos poucos eu fui mudando meu gosto e hoje (exatamente hoje) eu me dei conta que o toque do pandeiro, o ronco da cuíca e todo o molejo brasileiro fazem com que meus pés fiquem inquietos e fazem meu coração bater no ritmo da música (que brega, resquícios do mpb brega q eu gosto).

Tal como a lentilha e o jazz, hoje em dia eu provo e aprovo o bom e velho (o velho) samba.

Eis aqui minhas recomendações do momento:








post pra não deixar o blog às traças....
até mais caros (3) leitores! =)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Post da garota de 17 anos.

28.11.2005


Então é natal...
Um belo dia fui a um shopping perto de algum metrô daquela tãoo populosa cidade. Apenas passear, deixar a tarde passar. Ainda era início de novembro, no entanto os enfeites de natal já se sobressaiam pelas lojas e pela decoração de todo o shopping.
Ao observar todo ese clima natalino, pus-me a pensar em presentear as pessoas mais próximas a mim. Enquanto pensava, aproveitei que estava no shopping e fui conferir os preços.
Em uma loja X, encontrei um presente Y, para a queridíssima pessoa Z, que custava W reais. Fiquei extremamente feliz, havia achado o presente ótimo, surpreendente, entrando despretensiosamente na loja X, sem intenção de encontrar Y, que era um presente perfeitamente cabível. Quando perguntei o preço e a vendedora respondeu W, pensei "esse mesmo!" Tudo isso me deixou bastante empolgada com o fato de o Natal estar chegando ainda mais porque Z é alguém que eu amo e quero presentear da melhor forma possível.
Não comprei o presente pois imaginei que, se comprasse, estaria me precipitando, afinal faltava mais de um mês e meio para o natal. E como o bom brasileiro, eu queria comprar um pouco mais em cima.

.... bom, o tempo passou...

Faltando 25 dias para o Natal, começo a pensar sobre o presente Y. Resolvo ir à loja e comprá-lo, temendo que na semana do natal (a semana que eu realmente tinha a intenção de fazer as compras de nata) o presente que eu queria já tenha ido-se embora pra Pasárgada.
Chego a loja X, e o que eu temia aconteceu: o presente Y já fora vendido. Entrei lá e perguntei se não havia no estoque, se não podiam comprar outro se não ia chegar mais, mas nada....
Todavia, havia um presente G, que era parecidinho com Y, mas era mais "feinho". Era um... genérico. Comecei a pensar que afinal... quem não tem cão... no minuto seguinte vi que o preço de G era superior a W o que me deixou com mais raiva ainda.
Saí da loja X, triste, pensando que eu nunca mais encontraria um bom presente para Z, pelo menos nãotão bom quanto Y.
Fiquei tão triste comigo mesma que após 10 minutos surgiu um sentimento de auto-piedade. Como se uma criancinha estivesse soluçando de tanto chorar e seu pai com dó comprasse a barbie mais cara para ela parar de chorar.
Entrei em uma livraria pronta para comprar o último lançamento de uma popular escritora britânica, livro que é o último de uma série de muito sucesso entre crianças, jovens e adultos. Nem pensei duas vezes, fui seca no livro e entrei no caixa com uma grande segurança do meu dinheiro e tudo mais.
Quando estava na fila do caixa pensei melhor e resolvi comprar depois (ou pegar emprestado com alguém rs), o meu sentimento de auto-piedade e meu bolso, ficaram satisfeitos apenas com um mousse de chocolate.





P.S.: Adoro ler meus antigos textos. Esse eu achei bem engraçadinho com essa confusão que eu criei com X, Y, e Z... rs.... mas ficou interessante. Achei em um caderninho de ouro com vários textos meus cheios de sonhos fantasias e ilusões daquela menina de 17 que possuía no coração (e na mente) mais sonhos e coisas doces que realidade. Não que a de 21 não seja sonhadora também, mas esta última vive muito mais o mundo real. fazer o quê.



terça-feira, 15 de setembro de 2009

... e continuar vivendo...


Em um corriqueiro dia.... dia comum, dia cinzento, dia de trabalho, dia de semana.... eu acordei para ir ao trabalho e simplesmente me dei conta de que as coisas em minha vida caminhavam bem. Talvez não exatamente bem mas iam a uma direção que não parecia estar desmoronando, como há uns dias atrás.


Claro, continuo semi-falida, confusa, desarrumada e bagunceira. Mas ainda assim comecei a me sentir bem ao pensar em como seria meu dia naquela manhã cinzenta ao ir para o trabalho.
E pensei o que eu faria, quem eu veria, com quem conversaria. Com quem evitaria conversar, que problemas eu tentaria solucionar (ou não). E veio aquele conhecido pensamento de que mesmo antes do dia passar, eu já estava cansada. Mas uma canseira não tão ruim.

Dessa vez penso, não nas pessoas que me fizeram sofrer, não nos sentimentos que fazem eu me sentir mal. Mas sim naqueles que me fazem bem e que eu quero que me façam cada vez melhor.
E contrapondo ao que eu escrevi no "post sem rascunho" dia 5 de agosto, volto a olhar para as pessoas, e a notar que elas olham para mim. E olho elas me olhando. Parece que tudo começa de novo. E vejo que muita coisa que acontece são conspirações e que talvez 70% das coisas dependem da forma como você as encara.

Talvez a tempestade dentro de mim tenha passado. Talvez esteja passando, talvez vá passar logo mais.

Mas a primavera sempre traz uma esperança no meu coração.

E chega de escrever coisas melancólicas. Agora começa uma nova era n´A sacada da casa. Sem "querido diário". E com finais em que do pranto fez-se o riso, e não o contrário.



"Tão bom morrer de amor
E continuar vivendo!"
Mario Quintana