terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vale a reflexão... de novo.

"A melhor droga do mundo é o medo.

Funciona assim: não importa o que seja, ao invés de dar o passo atrás, você desobedece seu corpo e pula pra frente, e ao vencer o que parecia invencível você se torna invencível.

O que há de triste na vida de um homem que enfrenta seus medos?"

Edukators



p.s.: Eu já fiz um post igual esse antes, mas como tudo muda sempre, nesse momento faz um sentido maior e mais interessante. Pelo menos pra mim.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

feliz mês novo.

engraçado como algumas coisas podem ocupar sua mente por várias horas, mas quando você precisa se concentrar em algo, não consegue. É como se o pensamento tivesse uma vida própria e vez em quando resolve ficar parado no mesmo lugar, no mesmo momento ou pessoa. E outras tantas vezes fica pulando de galho em galho, rolando ao sabor do vento.

Cansei de escrever posts longos (como esse abaixo, nem consigo ler de novo, tão longo que está).

Talvez pq ultimamente eu seja mais para um haicai do que um soneto. Ou talvez seja só uma fase. Ou ainda pode ser os dois.

eis um haicai, só pra não ficar tão xoxo o post:



"A vocês, eu deixo o sono.
O sonho, não!
Este eu mesmo carrego!"
Paulo Leminski

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

daquelas coisas sutis....

Você já viu alguém ser assaltado? Já me aconteceu mais de uma vez. Uma vez eu vi, da janela do ônibus um cara ser roubado um ponto antes do ponto que eu desço. Outra vez vi, do caminho da estação de metrô até a casa dos meus pais (nota-se que é um quarteirão de distância) um rapaz ser assaltado. Reparei de longe a expressão no rosto deles e atravessei a rua, correndo. E ainda houve uma terceira vez, quando eu estudava no Brás, que um moleque abriu minha mochila, pegou minha carteira e colocou debaixo de braço. E veja só que sorte: No mesmo minuto eu reparei que tinham aberto minha mochila e ao mesmo tempo um senhor viu o menino roubar minha carteira. Eu comecei a gritar que minha carteira tinha caído e o senhor me avisou do moleque. Eu corri atrás do moleque, o alcancei e tomei a minha carteira de volta. Carteira esta que eu tenho até hoje. Acho que ela me dá sorte. Mesmo sendo roubada, mesmo só tendo 10 reais eu a resgatei aquele dia, em 2006, em dezembro, no Brás.

E ver alguém ser roubado deixa minha mente meio maluca e cheia das perguntas “E se...?” E se eu tivesse pegado o próximo metrô e chegado na frente do homem que foi assaltado na rua da estação, teria sido eu no lugar dele?? E se eu tivesse descido um ponto antes? E se eu não tivesse visto da janela do ônibus o homem ser assaltado, teria descido mais tranquilamente, será que o ladrão teria me alcançado? Será que se o senhor estivesse amarrando o tênis, espirrando, olhando pro lado, eu teria minha carteira hoje?

Hoje eu estava na Paulista, resolvendo algumas coisas. De lá tomei um sorvete, levei uns 15 minutos e fui pegar meu ônibus. Quando eu ia para o ônibus vi um dos que eu podia pegar, corri bastante pra entrar nele (minha vida é uma corrida atrás de ônibus). Entrei, sentei e comecei a ler um pouco. Uns 25 minutos depois me dei conta que bem atrás do ônibus havia um outro ônibus que passava bem mais perto da minha casa, evitando imensas ladeiras . Desci, entrei no outro ônibus e continuei lendo até adormecer. Dormi e acordei assustada, tinha alguém brigando, acho que o cobrador, não sei. Mas sua voz me acordou. (esse é um dos momentos que uma fração de segundos parece durar mais de quarenta minutos talvez uma hora, talvez duas horas) – Eu abri os olhos, arrumei o cabelo, olhei para as pessoas que falavam alto uma com a outra, olhei para o outro lado, para ver se o ponto já tinha passado, e foi exatamente um segundo antes de passar em frente a casa dele. “Ele” é uma pessoa que mora em uma casa que fica em frente a um ponto de ônibus, ponto este que eu passo em frente todos os dias. Todos os dias! No início eu achava que o veria todo dia na sacada da casa fumando ou fazendo nada, aí o tempo foi passando e eu nunca o vi. Desses todos os dias, talvez 70% eu olhei pro lado pra ver se o veria na porta, na calçada ou na sacada. Nunca o vi. Aí parei de olhar pois o ônibus se tornou um importante momento para eu tirar o atraso do sono. Quando vi que era a casa dele que viria no próximo segundo eu não me abalei e pensei “em quase um ano nunca o vi, não vou vê-lo hoje”. O segundo seguinte, como se pode prever, ele estava lá, no puta espaço que tem na varanda, tinha até uma piscina de plástico. Foram tipo dois segundos. Eu o vi, vi que ele está vivo e com saúde e voltei a dormir. E meu sonho foi tipo um filme dessa pessoa, meio perturbador. Mas aí eu dormi demais, acordei um ponto depois, coisa que comigo nunca acontece, desci do ônibus, e imagine, a chuva chegou bem na hora que desci do ônibus. Se apenas uma coisa no caminho tivesse sido diferente, talvez eu não tivesse tomado essa chuva. E esses pensamentos, pesadelos/sonhos.

O mundo é inundado desses pequenos detalhes que no fim das contas fazem as coisas serem como são. E eu nem quero entrar no tópico “destino”/”Deus”. Milhões de coisas aconteceram na minha vida e fizeram eu conhecer alguém, ir parar em um lugar, vivenciar uma situação. Algumas eu consigo perceber, consigo me dar conta. Outras não, mas tudo bem seu sei que os ventos vão me proteger e vai ser o que tiver que ser.

E tudo isso me lembrou (e deve ter lembrado a maioria dos meus 4 leitores) dAquela cena dAquele filme. Aí vai pra refrescar a memória:

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

"y aprendí a quitarle al tiempo los segundos ...."

Eu tinha preparado um longo texto falando de 2009, que eu escrevi no último dia que fui a faculdade. Escrevi também, entretanto, outra coisa "Será que podemos fazer com que os últimos 15 dias sejam tão (ou mais) válidos que o ano inteiro?"
E ainda bem que eu me perguntei isso, pois essa última semana pra mim foi bem proveitosa, conheci muitas pessoas, conheci pessoas de muitos lugares onde eu nunca estive e talvez eu nunca irei, e vivi momentos que talvez eu não os viva de novo, por isso desfrutei deles como se minha vida fosse acabar lá, naqueles dias, nestes dias, nestes momentos.

Mal dormi, mal comi, mal tive dinheiro, pois tive problemas com meu cartão (pior é pensar que eu não estava devendo pra ninguém, mas sim não conseguia usá-lo por outros motivos). A vantagem é que depois do último dia da faculdade e do último dia que eu fui ao trabalho antes do meu pequeno recesso de fim de ano, eu simplesmente apaguei tudo da minha memória: faculdade, frustrações do passado, emprego, contratos, alugueis a pagar, etc. E assim vivi uma coisa intensa, livre desse tipo de preocupações, com outras preocupações, mas enfim, foi bom viver um tempo em outro ritmo, outro ar, outra perspectiva.

E uma das coisas que eu descobri nos últimos dias de 2009, é que todas as coisas que eu punha em questão nos meses anteriores, inclusive nos últimos textos que coloquei aqui, acabaram se encerrando e hoje eu não quero sequer reler mais esses textos ou pensar nessas minhas crises de 2009. Foram muitas crises de origens semelhantes, mas hoje consigo olhar pra trás e ver que de fato ficou para trás.

E de 2009 (e dos últimos dias desse ano, inclusive) ficou em mim que o tempo não se faz da forma como diz no calendário ou nos filmes. O tempo é uma coisa muito mais louca do que o mês que tanto trabalhamos para pagar o aluguel. Tempo é uma coisa que varia muito além da contagem dos minutos, das horas e dos dias. De repente me dei conta que muitas vezes a gente constrói uma relação de meses, as vezes anos e estas não são tão intensas quanto relações de uma semana, de poucos dias, que nos marcaram (e nos marcarão) para o resto dos nossos dias! E isso foi - de certa forma - uma surpresa muito agradável na minha vida.

Estou com sono, pois voltei da viagem muito gripada com febre e tudo mais, mas apesar a gripe (juro que não é suína) afirmo que aproveitei muito bem esses dias fora dessa loucura que é São Paulo!



"Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me dio el corazón que agita su marco
cuando miro el fruto del cerebro humano,
cuando miro el bueno tan lejos del malo,
cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado la risa y me ha dado el llanto,
asi yo distingo dicha de quebranto
los dos materiales que forman mi canto
y el canto de ustedes que es el mismo canto
y el canto de todos que es mi propio canto."


E quanto a 2009?
Agora só resta tocar um tango argentino!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

das certezas incertas

engraçadas as coisas que escrevemos quando nos deixamos levar por um sentimento forte que parece não ter mais fim. Parece que tudo faz sentido e que as coisas conspiram pra algo acontecer.

Os apaixonados escrevem "não foi por acaso que tropecei naquela banana e você me ajudou a me levantar, era pra ser pra vida inteira" ou ainda escrevem "nós nascemos um pro outro, a vida de verdade é com você".

E eu falo isso pois eu fui uma dessas pessoas que de repente tinham toda a segurança do mundo de que faziam a coisa certa, e se entregavam de corpo e alma para mais uma coisa que um dia vai doer pois a única certeza que temos na vida é que tudo é incerto.

Um dia eu ostentei uma frase como se ela fizesse todo o sentido do mundo "fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho". Hoje eu luto pra provar pra mim mesmo que o Tom Jobim estava errado, apesar de eu gostar tanto do amor e das coisas que ele traz.

Acho que precisamos levar uns tropeções desses pra aprender. Acho que ja estou mais madura quanto a isso. Ou não.



Música do momento:
"Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara"


p.s.: esse blog virou um centro de desabafos... acontece! vai mudar um dia. talvez quando eu mudar e não tenha nada mais pra desabafar ou quando eu começar a falar pras pessoas o que me aflige ao invés de ficar escrevendo no computador.